POR QUE NÃO MUDEI?

editorial-janeiro-2019

Sempre que um novo ano se inicia, raramente permanecermos indiferentes a ele, como se houvesse uma obrigação de apresentar alguma novidade. Semana passada encontrei-me com um grande e querido amigo. Esses encontros, normalmente, trazem à tona velhas lembranças. Terminado o período de recordações passamos a filosofar, porque ambos sempre nos interessamos em compreender a vida de forma mais profunda. Ele, ansiosamente, disse: “Vamos entrar em um novo ano e quero confessar-lhe o meu desapontamento em relação à minha própria vida”. Antes que eu abrisse a boca ele foi logo me acalmando: “este ano, após longo período de reflexão, cheguei a uma conclusão desconfortável, para dizer o mínimo: estou vivendo há mais de sessenta anos sem me dar conta que a minha vida só se modificará se eu mudar minha forma de pensar e agir. E por que ainda não mudei? Chega de pensar, chega de teoria! O necessário é pôr mãos à obra! Mas como?
A solução aparentemente difícil, na verdade, não é. O primeiro passo é essencial, romper a inércia e começar uma nova trajetória. Caminhar com passos firmes na nossa valorização, não como meros habitantes do planeta, mas sim, como seres cuja presença neste mundo tem um significado maior de aprendizado e crescimento, que ignoramos, e por isso, sofremos. A cada passagem de ano é comum repetir rituais como solução para a mudança: roupa branca, folhinhas de louro, etc. como se isso bastasse. Será que sofremos de algum tipo de cegueira mental que ofusca o nosso poder de razão? Carecemos de algo verdadeiramente real, sincero e efetivo e não de uma decoração envelhecida pelo tempo. Minha pergunta: Então, amigo leitor: Nós, seres racionais vamos repetir em 2019 o mesmo espetáculo enganoso de tantos anos? Vamos nos render sem luta? O grande inimigo na verdade está oculto quietinho no nosso interior. Ao invés de fugir (que é nosso hábito) vamos jogar um farol forte sobre ele e desmascará-lo, e veremos que temos plena e total capacidade de vencê-lo, porque afinal descobriremos que somos nós e mais ninguém seus criadores. Diante dessa singela verdade nenhum obstáculo nos impedirá de marchar triunfantes pela estrada do novo ano.
Feliz Ano Novo!

Luiz Santantonio
santantonio26@gmail.com