LICÕES NÃO FALTAM…

editorial-novembro-2018

,,,mas sabemos aproveitá-las?

Pelo que se aprende por meio de nossas observações (quando as fazemos) facilmente deduzimos que não! Basta prestar atenção ao modo como vivemos para concluir essa simples verdade. Para ilustrar o argumento nada melhor do que um exemplo; melhor ainda se esse exemplo for de nossa própria vida: e por que não da minha?

Pois bem, vamos a ela: A vida passa (isso não é novidade); então por que nos negamos (e até nos revoltamos) em acompanhar o seu desenrolar com a naturalidade que seria normal? Dia desses, não sei exatamente a razão, resolvi analisar minha vida, principalmente com relação à idade. Ao pôr a lente sobre minhas limitações físicas (todas elas perfeitamente de acordo com os anos vividos,( no meu caso, noventa e dois) nada de mais), perpassou pelo meu espírito um lampejo de desencanto. Quando nos apegamos ao infausto (e inútil) trabalho de observar cada parte do corpo pelo critério de quem tem metade da idade que se tem o que se colhe é uma tortura porque o desempenho não é, nem pode ser o mesmo de outros tempos; lógico, não? Não se pode aceitar que a vida “se esqueceria” de nos ministrar suas lições; cabe a nós porém, que vivemos sempre no mundo da lua, estar atentos para elas; aceitá-las ou não, eis a diferença entre viver com os pés na estrada ou sem rumo no meio do mato. Nesta altura peço licença para fazer uma ligeira digressão, por me parecer oportuna. Como idoso, levando em consideração a época confusa em que vivemos, presto muita atenção à conduta  errática adotada  por essa  classe, cada vez mais numerosa. Noto, com muita tristeza, que os idosos se deixaram engolfar pôr esse tsunami conhecido por “modernidade”; tudo o que ostenta o título de moderno é lei e deve ser adotado na vida praticamente sem restrições Que sentido tem querer viver sempre como uma pessoa digamos de trinta anos, e ter essa disposição sem atentar para a passagem dos anos? As mulheres, pelo que se observa, são as maiores vítimas desse engodo; a mídia disponibiliza juventude pare todos os gostos; tudo ao alcance de alguns reais (dezenas, centenas ou milhares, depende do poder aquisitivo).Uma pequena meditação: Os reais valores da pessoa humana estão em declínio; todos (ou grande parte) estão sendo substituídos pelas mais rasteiras vulgaridades inventadas com a intenção (pasmem)  para “completar o que a idade nos subtraiu”. O desvio de rumo é muito doloroso para quem aceita a verdade de que somos criaturas espirituais criadas por Deus. Paro por aqui e deixo espaço para o leitor meditar com calma e resolver o problema por sua própria conta. Quanto a mim, sem pretender justificar-me, não pertenço a essa leva de vítimas do “tsunami  modernista”; e apesar do mau momento experimentado já me refiz e voltei ao normal.

Luiz Santantonio
Santantonio26@gmail.com