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Novembro 2009 - Ninguém é perfeito |
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Essa frase vive na boca de toda a gente, principalmente no campo dos relacionamentos. Sempre que surge a necessidade de nos desculpar por algo que não seja do agrado de outrem, ou quando alguém toma um caminho diferente da nossa maneira de ser, a solução mágica é utilizar o clássico “ninguém é perfeito”. É sempre bom, antes de argumentar, dar uma olhadinha no dicionário para ver a definição de “perfeito”: o Aurélio: do latim perfectu, “feito até o fim”, acabado, terminado, que corresponde a um padrão ideal, sem defeito, primoroso, impecável”. Temos que levar em consideração que essas definições, como exemplificaremos, não são válidas para analisar a conduta do ser humano. Quem pode em sã consciência afirmar quem é perfeito e quem não é? No campo material, sempre que se examina um objeto para o qual existem padrões determinados, pode-se, por comparação, ou por análise, definir quando atende a seus requisitos específicos, uma vez que existem meios científicos e estéticos que determinam com precisão o que se quer analisar. Quando se trata de pessoas, que método possuímos que nos ajude a penetrar no seu interior para encontrar subsídios claros e insofismáveis quanto à natureza da parte que comanda o corpo? (Espírito, alma, consciência etc.). Se vivêssemos mais atentamente saberíamos que o espírito (uso essa definição porque creio nela, mas o leitor é livre para escolher a sua) é impenetrável. Não há como “ler” o seu interior, razão por que todo e qualquer julgamento será sempre um palpite, nunca uma certeza. Nessas questões o palpite revela sempre uma perigosa atitude temerária. Sempre que nos desgostamos com a maneira de pensar ou agir de alguém e aplicamos o “ninguém é perfeito”, estamos, na verdade demonstrando total desconhecimento das regras de causa e efeito em benefício do crescimento da nossa vaidade. Luiz Santantonio |
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