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Outubro 2009 - Há uma força que move o mundo:
   

Vamos conhecê-la

Todos nós buscamos maneiras de encontrar nosso rumo. Cada qual apela para a bússola que tem no interior de seu espírito.  E, grosso modo, as fórmulas utilizadas nessa peregrinação,  são, a bem da verdade, reduzidas a um grupo restrito.  É a nossa maneira de encarar a vida (circunscrita praticamente à conquista de bens materiais) que nos impulsiona nessa busca. Então a soma de experiências vividas, o número de vitórias e o número de derrotas são constantemente consultados para nos indicar a fórmula ideal de viver, sempre com a mente voltada para os nossos interesses pessoais.  Novas “religiões” nascem todos os dias, praticamente uma em cada esquina.  E todas se voltam, prioritariamente, em atender os pedidos de seus seguidores sem questionar, por mais rasteiros e absurdos que possam parecer, tendo em vista que a maioria dos que pedem, não se dá ao trabalho de usar a razão e o bom senso, a fim de  compreender que milagres são apenas conquistas pessoais e não presentes divinos.
Antes de prosseguir, “ouçamos” a lição oportuna do sociólogo e filósofo francês Edgar Morin : “Temos muitas identidades; uma delas é a identidade cósmica, pois fazemos parte de algo maior que nós mesmos e, se somos parte, interferimos no funcionamento do todo” Felizmente há, dentre nós, mortais ignorantes,  uma categoria de pessoas que já alcançou a  identidade cósmica e interfere no funcionamento do todo, e, portanto, move o mundo.  Quando se menciona posse de  uma força que move o mundo, o leitor pode até imaginar que se trata de alguém dotado de poderes extrassensoriais, ou algo do gênero. Nada disso; são pessoas comuns, como eu e você. O que as diferencia das demais, então? Elas vivem sob o signo da boa vontade. Como definir uma criatura de boa vontade? Tudo o que faz do mínimo ao máximo, é impulsionado por essa força. Para ela nada é impossível; no seu conceito não há os que merecem auxílio e os que não merecem. Não costuma analisar previamente as pessoas ou as condições que requerem sua colaboração.  Está sempre a postos para ajudar; a maioria das vezes nem é necessário solicitar-lhe auxílio porque possui uma espécie de sextossentido que percebe onde e quando sua presença é necessária. Resumindo: essas pessoas fazem parte daquele grupo seleto que encontrou seu rumo. O segredo? Destronaram o egoísmo e assimilaram a idéia que fazemos parte de algo maior que nós mesmos.

Luiz Santantonio
Santantonio26@gmail.com

 
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