Dentro e fora serão definidos como um conceito de vida a ser estudado. Desde muito jovem tento analisar o ser humano por essa via, ou seja, que há uma diferença entre nossa vida interior (que desconhecemos) e a outra, a exterior que ostentamos, embora seja na verdade, tão desconhecida como a outra. Para isso, nada melhor que um exemplo, de preferência real: dia desses, ao passar diante de um templo no momento em que os seguidores se amontoavam na porta de entrada, deparei com um espetáculo inédito: dois senhores discutindo acaloradamente, enfrentando-se (pasmem) usando como “armas”, suas bíblias! Ora, não havia dúvida que ambos haviam saído de um culto. Como se explica que após sair de um período em que haviam acompanhado o serviço religioso, (presume-se com respeito) lançaram-se um contra o outro? Aí está, leitor, uma ligeira explicação do significado do “ dentro e fora”.
Agora vamos ao cerne do problema: que tipo de pessoas somos afinal? Aquela pessoa assistindo ao serviço religioso, aparentando estar vivendo os ensinamentos transmitidos, ou outra, distante, vivendo uma vida totalmente diferente do que lhe é ensinado? Ainda que isso nos pareça contraditório, é assim que vivemos; em camadas, cada qual personificando uma pessoa diferente; fomos moldados pela sociedade, de tal maneira que conseguimos criar muitos “eus”, conforme a situação exige.
Como é possível viver bem, em harmonia com a nossa tarefa no mundo se nós nem sequer sabemos o que somos? E quanto à nossa conduta o que dizer? O século em que vivemos, pela evolução científica já alcançada, não permitirá que continuemos na sombra; a pergunta final é: Vamos nos emancipar como criaturas espirituais, ou apenas baixar a cabeça e nos conformar em ser peças mecânicas sem vida própria, e sujeitas a ser jogadas no ferro velho?
O momento exige a nossa solidariedade em busca da causa comum: nossa condição de humanos!

Luiz Santantonio
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Estamos acostumados a premiar as pessoas que, de uma forma ou de outra, demonstram arrojo excepcional diante das mais diferentes conjunturas que a vida apresenta: guerras, hecatombes, conflitos sociais, acidentes; enfim, o que não falta ao mundo é a presença de situações dramáticas que exijam sacrifícios de todos e a temeridade de alguns, em cujo clima se forjam os heróis. Contudo é conveniente nos lembrar de que a vida é um imenso quebra-cabeça que deve ser montado peça por peça, da maior à menor; todas devem ser valorizadas, sendo impossível realizar a tarefa deixando-se algumas de fora apenas por nos parecer insignificantes. Será que é justo considerar um simples catador de papéis (entre outros casos semelhantes) como uma peça do nosso quebra-cabeça, ou quem sabe (na cabeça do escrevinhador) um dos heróis anônimos??? Caso o leitor tenha pensado dessa maneira, adivinhou,

O leitor, com toda a certeza, já terá recebido de alguma forma esse conselho; e também, com toda a certeza, não terá se esforçado para aplicá-lo devidamente; conclusão: esse é mais um amontoado de palavras que proferimos e/ou escutamos durante nossa vida sem o beneplácito de nossa atenção. Se assim é, qual a vantagem de repeti-lo aqui? Muito simples: não vou repetir o óbvio, mas sim, demonstrar por meio de um exemplo simples (objeto de observação como aprendizado) a importância de observar e aprender.

Basta, Basta, Basta! Não aguento mais viver neste mundo, porque nós, seus habitantes, orgulhosamente, ostentamos o título de racionais, quando somos mais irracionais que os próprios. Explico-me: de que nos serve, afinal, ter chegado ao século vinte e um com tantas conquistas, se ainda estamos, vergonhosamente, aprisionados por essa teia de preconceitos que a nossa ignorância construiu? Nós construímos, graças a esses preconceitos, abismos imensos que separam os seres humanos, colocando-os, em lugares que impossibilitam a própria razão de ser da humanidade:

Aqui o sentido de “viver” não é o de estar vivo; é compreender ou buscar o verdadeiro sentido da Vida. Neste trabalho, para melhor entender meu ponto de vista, essa expressão “não é para amadores” utiliza o que se usa no dia a dia, ou seja: tarefas importantes exigem profissionais e não amadores.
Nosso mundo não perdoa incompetência. Tem muitas razões, principalmente quando se trata de tarefas em que vidas humanas dependem do preparo de quem as realiza;(pilotos de aeronaves; cirurgiões, são os exemplos mais marcantes).

Nós vivemos de tal sorte distraídos, que nunca pensamos de que forma estamos conduzindo nossa vida, por isso faço a pergunta: afinal, estamos vivendo ou apenas vegetando? Será que nossa maneira de viver permite a existência dessa dúvida? Antes de qualquer coisa, pergunto: nós já conseguimos vislumbrar o que significa estar no mundo com a possibilidade de conhecer “ao vivo” toda a grandiosa obra da criação? De usufruir tudo o que existe para crescer, para nos tornar criaturas evoluídas, bem além desse conhecimento pequenino que nos condiciona a nascer, viver e morrer? Pois bem, nossa trajetória, tendo em vista esse enfoque deveria nos impedir de nos acomodar depois de um certo tempo de vida; por exemplo: por que nos ensinam que a pessoa depois de uma certa idade, deve acomodar-se na poltrona e deixar a vida ativa para os outros? Qual a razão de permitir que a vida perca o brilho somente porque a idade avançou?